Definitivamente a cidade de Volta Redonda não tem uma política pública para a Cultura. É público e notório. Não são capazes de desenvolver uma política democrática e transparente. E continuam os questionamentos: de onde vem a grana dos projetos? Como são contratados e pagos os prestadores de serviço que participam dos projetos dos artistas? Sabemos que são os mesmos que prestam os serviços para a prefeitura. Sabemos que são os chamados “amigos do prefeito”. Sabemos que por lei deveria haver licitação. Não há. Ao menos não sabemos se foi realizada. Também não sabemos quais são os critérios para os projetos contemplados E não sabemos mais nada pois como já disse, falta transparência.
E continuam os questionamentos: esse projeto das aulas de diversas linguagens artísticas não é irregular no que diz respeito às contratações? E esse valor de R$7,00/ hora aula não é um tanto quanto bizarro?
Gostaria também de falar um pouco sobre o anunciado TEATRO MUNICIPAL, ou seja lá o nome que ganhará! Quem o utilizará? Nós, artistas da cidade teremos acesso ao seu palco? E como atrações principais? Ou será palco para artistas de fora, como acontece nos shows realizados pela Secretaria de Cultura, que ainda anuncia nossos show (das bandas e cantores/cantoras, pois sou do Teatro) como “e abertura/participação dos artistas locais”? Pelo que ouvi, o prefeito ainda compara esse projeto do teatro ao Teatro de Arame de Curitiba. Ele só esquece de dizer que lá os artistas são tratados com respeito e se existe uma cena cultural forte que permite shows e festivais internacionais é porque lá a cultura é tratada como coisa séria que é! Mas...
Enquanto isso os artistas de Volta Redonda (e região) vão se organizando. Em reunião dia 20 na Câmara Municipal em Volta Redonda, nasceu o Coletivo Cultura em Movimento. Nasceu destes e outros questionamentos e de uma baita vontade de ver uma política pública séria para a Cultura. E nasceu para buscar esta transformação. E como desdobramento, marcada mais uma reunião para domingo, dia 26 no mesmo local. E solicitando da prefeitura uma reunião com o Coletivo, a Secretaria e o Conselho para elaboração do Fórum Municipal de Cultura.
Também no mesmo fim de semana (viva!), em reunião no SESC BM, nasceu a Cooperativa Sul Fluminense de Artes Cênicas. Cooperativa que vem para organizar e dar suporte aos artistas da área. Iniciativa que resgata a luta de muitos companheiros e companheiras. Que reacende inclusive o ânimo de grupos e indivíduos.
A luta continua! Vamos em frente! E como diria o companheiro Rafael Crooz... COTY RECÓ TAQUARA AICÓ UIBA UI I ! ENQUANTO TIVER BAMBÚ É FLECHA NELES !
P.S. Gostaria de manifestar os agradecimentos ao SESC BM e ao Gerson Canutto, por gentilmente nos abrir a casa e nos incentivar na iniciativa da Cooperativa.
PS2. Gostaria de manifestar a irritação pelo descaso e desorganização da Câmara Municipal que nos recebeu de portas fechadas mesmo tendo confirmado o espaço para a reunião do Coletivo.
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
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